GANDARÊS
Nascido entre o brilho de Paris e a areia brava da Gândara,
Álvaro M.C. Ferreira apresenta-nos um universo onde a física
quântica e o chiar dos eixos de pau na madrugada ocupam
o mesmo espaço sagrado. Nestas páginas, a poesia não é um
adorno; é um instrumento de precisão - um nónio emocional
que mede a distância entre a dor da perda e a velocidade
da luz de uma nova ideia.
Manifesto de um "Caramelo" que descobriu que o Universo
é um sistema vivo que pulsa tanto no grão de milho como
na Via Láctea. Entre o suor das eiras e o silêncio do borralho,
o autor resgata a dignidade do simples, transformando a
memória rústica numa oração laica para o século XXI.
Este não é apenas um livro de poemas. É o rasto de uma fénix
que aprendeu a ler o destino na palma da mão suja de areia,
provando que somos, efetivamente, a interseção mágica
entre o pó da terra e a poeira das estrelas.
Deixa que o tempo pare um pouco. Entra.
A semente está lançada e o horizonte é infinito.
Da terra que nos molda
ao infinito que nos chama.