Os Camarões, devido ao seu passado colonial, adotaram várias culturas, civilizações e línguas exógenas. Isso, sem dúvida, deixou uma marca indelével no panorama linguístico do país. Dos cartagineses, gregos e portugueses, passando pelos alemães, até aos franceses e ingleses, o panorama linguístico dos Camarões não poderia permanecer o mesmo, e o impacto ainda pode ser sentido hoje. Uma das consequências mais óbvias destes contactos é que o inglês e o francês continuam a ser meios de comunicação vitais no país. A introdução destas línguas exógenas num repertório linguístico já extremamente diversificado implicou e ainda implica o recurso a intermediários (denominados intérpretes) para uma comunicação eficaz. Na situação atual, não há nenhum camaronês que possa se orgulhar de estar livre de quaisquer desafios linguísticos num país onde 70% dos cidadãos são rurais e não dominam as línguas utilizadas nos domínios públicos. O acesso a serviços públicos, como os serviços de saúde, é um desafio considerável que só pode ser superado com a ajuda de intérpretes.