Carte CONDENADOS A OBEDECER Nathaniel Brooks

CONDENADOS A OBEDECER

A fuga da liberdade e a arquitetura invisível do poder

Limbă: portugheză
Legare: Carte broșată
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E se a sua liberdade fosse exatamente aquilo de que você mais foge? Vivemos convencidos de que o pod...

Informații despre carte

Limbă
portugheză
Legare
Carte - Carte broșată
Publicat
2026
Pagini
136
EAN
9798199076678
Enbook ID
52761241
Greutate
176
Dimensiuni
152 x 229 x 9

Descriere completă

E se a sua liberdade fosse exatamente aquilo de que você mais foge? Vivemos convencidos de que o poder nos oprime de fora - pela força, pela lei, pela vigilância. Este livro propõe uma tese mais perturbadora: o poder contemporâneo não precisa nos coagir, porque aprendeu a fazer algo mais eficaz. Ele nos oferece abrigo. Toda instituição - a empresa, o Estado, a burocracia, a plataforma digital - funciona como uma fábrica de identidades prontas. Ela nos entrega papéis em que nos alojamos com alívio: o funcionário que "apenas cumpre", o cidadão que "apenas obedece", o profissional que se confunde com sua função. E nesse alívio mora o segredo de toda dominação duradoura. Não obedecemos porque somos forçados. Obedecemos porque obedecer nos poupa do peso insuportável de sermos livres. Condenados a Obedecer reconstrói, do zero, a arquitetura invisível do poder moderno. Mostra por que a responsabilidade se dissolve em organizações onde ninguém decide e todos executam; por que a vigilância digital funciona mesmo sem um vigia; por que as democracias entram em crise quando deixam de oferecer às pessoas um lugar onde se esconder de si mesmas; e por que o desejo por líderes fortes cresce justamente quando a liberdade se torna mais difícil de suportar. Mas este não é um livro de denúncia fácil nem de soluções consoladoras. Sua conclusão é mais corajosa: não existe instituição que nos liberte, porque toda instituição vive da nossa fuga. Resta apenas a lucidez - a vigília de quem se recusa a ser cúmplice da própria sujeição. Uma obra rara, que une o rigor da grande teoria política à clareza de um ensaio que se lê de fôlego. Para quem desconfia de que algo profundo organiza, em silêncio, a obediência de todos nós - e quer finalmente enxergá-lo. Um livro sobre por que preferimos as correntes ao vazio. E sobre o que seria necessário para, enfim, olhá-lo de frente.