Este é um chamado à responsabilidade intelectual: restaurar a linguagem como expressão do Logos. Fundamentado no método aristotélico e na tradição do Trivium - gramática, lógica e retórica - proponho uma reconstrução da linguagem em adequação retórica ao real, exposição de uma estrutura: a demonstração de que o discurso, quando ordenado segundo o prepon grego e o decorum latino em apreciação, recupera sua eficácia e sua virtude.
Em veneração a Aristóteles, Platão, Santo Tomás de Aquino e José de Anchieta, a obra percorre análises de textos clássicos, desafios sintáticos, poesia e reflexão filosófica, sempre sob a lente da adequação entre signo linguístico, carga semântica e circunstância em busca do referente real, a consequência em cadeia.
Contra a redução da palavra a instrumento de manipulação ou ornamento vazio, em amostra desse fenômeno abordo a psicossemântica do emissor e do receptor, os efeitos psíquicos do discurso, a dinâmica de poder e o indizível, alertando para os vícios retóricos.
Adequação Retórica nasce como resposta à degradação comum fruto de vício. De um lado temos a persuasão e o outro o exclusivista que transforma o Trivium em. Então eu não ofereço um título ou um diploma e sim o início de um caminho árduo e gratificante, dor e ganho.
Nos capítulos finais, exploro a poesia como culminância da adequação: o verso completo, formas fixas como o soneto, e apreciações.
Com rigor e amor - cum rigore et amore.